Jogos 80'
Análise

God of War: Chains of Olympus
Kratos está de volta, baixinho e furioso
por Fernando Salvio em 22/03/2008

Capa do Jogo

Introdução

A série da Sony aparece desta vez no portátil PSP, junto com uma ótima safra de jogos, que lembra os bons tempos do PSOne e Playstation 2.

Quando surgiu, God of War parecia ter atingido o limite mais alto dos jogos 3D de ação e plataformas. Com gráficos soberbos, música forte e de personalidade e jogabilidade beirando a perfeição, parecia levar o hardware do Playstation 2 ao limite.

Muitos prêmios depois, apoio do público e da crítica, eis que é anunciada sua continuação, ainda para o "pé-na-cova-que-nunca-cai", PS2.

E ninguém podia acreditar... Ele superava o anterior em todos os aspectos. Os gráficos, a música, a jogabilidade e a variedade de novos movimentos, unidos a múltiplas reviravoltas no enredo, fez com que este que lhes escreve jogar incessantemente por dias e noites até ver Zeus cair e os créditos finais aparecerem e também me tornar uma ardoroso fã da série: "A impressão que tive ao jogar o God2, foi que as poucas grandes cenas do primeiro foram estendidas e o jogo se tornou inteiramente grandioso, ainda mais que o primeiro."

medusa ogro

No PSP

Ao começar a jogar a versão do PSP, pensei... Nossa e não é que conseguiram!

Tudo estava lá gráficos, músicas, jogabilidade e principalmente a fúria de Kratos!

PSP Especial Edition PSP Especial Edition

Gráficos

Por ser um dos primeiros jogos do PSP a rodar no limite do processador, a 333Mhz, vê-se que a turbinada não foi em vão. Seguramente o mais bonito jogo portátil até o momento.

No inicio, me pareceu que haviam mais puzzles que batalhas, comparando com os anteriores, mas logo o jogo engrena e você passa a experimentar os antigos combos novamente.

Tartaruga gigante nao é o Xerxes Chifrudo

Os controles

A falta do segundo analógico e os dois outros botões do controle do Playstation 2, foi suprida de forma genial. Em poucos minutos você nem mais lembra deles.

O analógico do PSP também foi bem calibrado e é bem usável, diferente de outros jogos. Naquelas sequências de finalização onde é necessário fazer movimentos circulares com ele, eventualmente pode falhar, mas logo você se acostuma. Sabiamente, os produtores diminuíram o uso destes, por exemplo, na execução das medusas e "familiares", onde são usados botões em vez dos comandos com o analógico.

A história

Chains of Olympus se passa entre os dois jogos anteriores e começa com Kratos cumprindo uma missão para o olimpo: destruir uma criatura enviada pelos persas... não... não é o Rodrigo Santoro travestido de Xerxes, e sim um misto de lagarto com tartaruga gigante. Após derrotá-lo, Kratos vê o Sol cair na Terra e corre para ver (caiu balão!!!). A partir daí parte em busca do Deus Sol e entre uma e outras, protagoniza uma cena familiar, parecida com a do Harry do Silent Hill.

Jogabilidade

Mais parecido com o God 1, neste temos uma jogabilidade mais básica, sem cavalinhos voadores e coisas do gênero. Além das clássicas correntes, temos uma luva no melhor estilo Homem de Ferro ou Terry Bogard, capaz de combos devastadores e até quebrar algumas paredes.

Outro apetrecho é o escudo do sol que permite (ir a praia sem protetor solar...) o parry ou a defesa perfeita que se executada no momento certo, desconcerta o inimigo, permitindo um contra ataque.

Ainda possui os poderes como o Efreet, que é uma criatura do folclore persa e não do Final Fantasy e um ataque que incendeia o inimigo e ainda com o escudo é possível rebater projéteis.

Música

A música sempre foi ingrediente forte na composição de God of War. Novamente as composições orquestrais voltam, mas desta vez os corais estão menos furiosos e dão lugar a muitos vocais femininos nos ambientes internos e mais destaque para a orquestra nos ambientes externos.

Conclusão

Se após tudo isso você não estiver convencido a jogar, basta dizer que é um daqueles jogos que fazem você curtir demais. Exemplifico: enquanto eu escrevia, liguei o PSP para ouvir as músicas, mas comecei a jogar e não quis parar.
O lado ruim é que muitos podem achar o jogo curto. Terminei no modo normal em 6 horas aproximadamente. Mas vale pelos extras e mesmo jogar no nível God ou voltar ao jogo com a luva "quebra-tudo" desde o começo, para abrir novas passagens. Além disso existem extras como os desafios de Hades, as roupas destraváveis, alguns vídeos e imagens.

Ponto para a Sony e a Ready at Down que mesmo sem os diretores dos anteriores David Jaff e Cory Balrog conseguiram criar mais um grande jogo. E já aguardamos continuações no PSP, PS3 e porque não PS2.

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